sábado, fevereiro 12, 2005

Abra, abra sempre !

Vem isto a propósito de há dias ter comprado um router, na FNAC do Centro Comercial Colombo em Lisboa. Várias horas depois, quando cheguei a casa, verifiquei que faltava o cabo para ligação à ficha do telefone, o cabo de rede tinha cerca de 80 cm e era cinzento (o original tem 2 mt e é amarelo), e o CD de instalação, em vez de estar no respectivo envelope, vinha solto dentro da caixa, e tinha mais riscos que muitos automóveis aqui da minha rua. O mais estranho em tudo isto, e que me levou a confiar, é que a embalagem vinha devidamente fechada, cintada com uma fita plástica (tal como outras na mesma prateleira) e envolta em celofane sem qualquer sinal de ter sido violada.

É claro que a situação foi resolvida, mas … pois é, mas não me pagaram a decepção inicial, o dinheiro gasto na deslocação forçada e o tempo perdido. Sim porque isto de trocas, tem que se lhe diga : primeiro há que contar a história, no balcão do cliente e olhar o empregado nos olhos quando ele tenta nos nossos, adivinhar se estamos a contar a verdade. Depois, como que numa segunda prova da verdade, vem o funcionário da secção respectiva a quem o primeiro começa por lhe contar a ocorrência para pouco depois dizer “conte lá o sr., como tudo se passou”. Ok, eu conto. E contei ! Pelo silêncio deste, penso : ou também estar a tentar adivinhar se falo verdade ou já não é o primeiro caso e não quer ou não pode dizê-lo abertamente. Por fim (devo ter passado o teste da verdade !) é-me concedida a troca. Papeis para cá, papeis para lá, fila da caixa : Uff, até que enfim !!! Puro engano. Não há duas sem três.

Moral da história : se não puder abrir as embalagens lá dentro, abri-las-ei à porta. Se for caso disso, a troca sempre me sairá mais barata.