Agora a sério
O Prof. Aníbal Cavaco Silva é o novo Presidente da República Portuguesa.
O calor da "refrega" já lá vai mas porque é que Cavaco Silva, desde o início, parecia predestinado a ser o novo Presidente? Pelas suas qualidades, certamente, mas também pela preciosa ajuda que o Dr. Mário Soares decidiu dar com a sua estratégia, estratégia essa que acabou por beneficiar igualmente o Dr. Manuel Alegre. Foi a táctica que o denunciou.
Com o "bota-abaixo" e em alguns momentos a sobranceria, com que atacou o Prof., todos (quase todos, menos os que votaram nele, alguns por obrigação, leia-se aparelho do Partido Socialista) ficámos a perceber que ele era um homem de outros tempos, em que as coisas se resumiam a esquerda e direita ou, "quem não está comigo, está contra mim".
Agora que penso nisso, acho que não se tratou de táctica: faz parte da sua personalidade, pelo que era impossível mudar, sem que isso soasse a falso.
Por outro lado, acenar com o "papão" da direita, também não colheu votos. Já estamos calejados de mais, e até percebemos que às vezes "nem as moscas mudam"!
Também não concordo com a teoria, que diz que as coisas seriam diferentes se Manuel Alegre (ou Mário Soares), não tivesse concorrido. Será que o eleitorado que votou em Manuel Alegre, votaria todo em Mário Soares, ou vice-versa? Duvido.
Resumindo: o rigor venceu a retórica.
Cá estaremos à espreita e à escuta, para ver o que isto vai dar!
O calor da "refrega" já lá vai mas porque é que Cavaco Silva, desde o início, parecia predestinado a ser o novo Presidente? Pelas suas qualidades, certamente, mas também pela preciosa ajuda que o Dr. Mário Soares decidiu dar com a sua estratégia, estratégia essa que acabou por beneficiar igualmente o Dr. Manuel Alegre. Foi a táctica que o denunciou.
Com o "bota-abaixo" e em alguns momentos a sobranceria, com que atacou o Prof., todos (quase todos, menos os que votaram nele, alguns por obrigação, leia-se aparelho do Partido Socialista) ficámos a perceber que ele era um homem de outros tempos, em que as coisas se resumiam a esquerda e direita ou, "quem não está comigo, está contra mim".
Agora que penso nisso, acho que não se tratou de táctica: faz parte da sua personalidade, pelo que era impossível mudar, sem que isso soasse a falso.
Por outro lado, acenar com o "papão" da direita, também não colheu votos. Já estamos calejados de mais, e até percebemos que às vezes "nem as moscas mudam"!
Também não concordo com a teoria, que diz que as coisas seriam diferentes se Manuel Alegre (ou Mário Soares), não tivesse concorrido. Será que o eleitorado que votou em Manuel Alegre, votaria todo em Mário Soares, ou vice-versa? Duvido.
Resumindo: o rigor venceu a retórica.
Cá estaremos à espreita e à escuta, para ver o que isto vai dar!




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