Pirataria
Está na ordem do dia, falar de downloads de músicas e filmes, que segundo alguns senhores, são ilegais e como tal têm que ser sancionados, de preferência com coimas pesadas para servirem de exemplo para outros que pratiquem a referida actividade, vulgarmente chamada “pirataria”. Tudo isto porque de acordo com afirmações já proferidas por esses mesmos senhores, os “piratas” são responsáveis pela desgraça das editoras, que tiveram quebras de vendas (e de lucros, penso eu), que rondaram os 40%. Será que acreditam que uma vez privados da música partilhada, esses consumidores iriam a correr comprar às lojas? É claro que não, mas dá-lhes jeito para as contas. Deve tornar o número mais redondo!
Como não sou jurista, não vou sequer tentar abordar a questão do ponto de vista legal, até porque mesmo esses terão algumas dúvidas. Também não opino sobre algumas versões do tipo, “está na net, é tudo nosso”, pois também aqui há muitas dúvidas. O que eu não tenho dúvida nenhuma é que a pirataria é um assunto recorrente, muitas vezes usada como o “papão”, que come as poucas migalhas que resultam do investimento em sangue, suor e lágrimas (assim mesmo) de uns esforçados operários da cultura e do saber e que assim ficam privados de dar de comer às suas famílias e prosseguir a sua cruzada pela aculturação dos incultos. Uns autênticos profetas da desgraça, é o que eles são!
Afinal, porque é que a pirataria é tão usada, nomeadamente em música, vídeo e software? Primeiro porque é fácil, e depois pelo mesmo motivo que se compram carros usados em vez de novos, ou se usam fatos de treino “Like” em vez de Nike, só para citar três. Em poucas palavras é a falta de poder de compra que leva as pessoas a optar. Basta ver o número de desempregados, para perceber que a crise está instalada, pelo que não é de admirar que esse mercado esteja em recessão.
E o que fazem estas empresas, para equilibrar o negócio? Baixam preços? Arranjam alternativas para atrair compradores? Não, credo! Abrem processos contra 28 supostos “piratas”, pedem indemnizações por perdas e danos e atiram com a “Judite” para cima dos “infiéis”, como quem manda com um vazo à cabeça do vizinho barulhento. Assim vão longe!
É curioso sabermos que o custo de fabrico de um CD vai de 0,50 € a 1,50 €, que depois são vendidos a rondar os 18/20 €. É também curioso sabermos que os autores (letra ou música) levam cerca 10% e os intérpretes de4 a 32%, do preço de revenda do disco. Sim, que isto de “prensar” discos e fazer promoção, é obra difícil, daí a maior fatia do bolo. Eles lá sabem.
O que eu vejo, é que as editoras pararam no tempo e deixaram-se ultrapassar pela tecnologia, em vez de evoluírem e fazerem uso dela de forma a tornar os preços mais atraentes. Quer queiram quer não, a partilha vai continuar até porque é assim que muitas bandas chegam ao conhecimento público, depois de muitas vezes terem sido rejeitadas pelas tais editoras que agora saem em defesa da música nacional. É sabido que é nos concertos ao vivo que muitas bandas sobrevivem e não com o dinheiro da venda de discos.
Está visto que a partilha na Internet está a começar a pôr em causa o monopólio das editoras, que começam a ver fugir a galinha dos ovos de ouro. Por esta e por outras, meus caros, utilizem melhor as vossas energias e dinheiro para encontrarem a melhor forma de tirarem partido da pirataria, em vez de mostrarem incapacidade de adaptação aos novos tempos. Ponham os olhos no amigo Bill Gates, que se não fosse a pirataria já tinha visto o Linux (e outros programas legais, grátis) estragar-lhe o sorriso. O que vos falta é concorrência para vos despertar.
Mas não perdem pela demora: com a evolução da técnica e do software, já há quem faça os seus próprios discos assim como a promoção e distribuição, a preços justos, pelo que é tudo uma questão de tempo.
Para terminar: se tiverem muito dinheiro para gastar, comprem CD’s e DVD’s nas lojas, caso contrário, “saquem” da Internet. Nunca comprem nas feiras, porque ao fazê-lo, apenas estão a encher o bolso a um qualquer parasita e ainda se arriscam a chegar a casa e o CD/DVD estar “impróprio para consumo”.
Como não sou jurista, não vou sequer tentar abordar a questão do ponto de vista legal, até porque mesmo esses terão algumas dúvidas. Também não opino sobre algumas versões do tipo, “está na net, é tudo nosso”, pois também aqui há muitas dúvidas. O que eu não tenho dúvida nenhuma é que a pirataria é um assunto recorrente, muitas vezes usada como o “papão”, que come as poucas migalhas que resultam do investimento em sangue, suor e lágrimas (assim mesmo) de uns esforçados operários da cultura e do saber e que assim ficam privados de dar de comer às suas famílias e prosseguir a sua cruzada pela aculturação dos incultos. Uns autênticos profetas da desgraça, é o que eles são!
Afinal, porque é que a pirataria é tão usada, nomeadamente em música, vídeo e software? Primeiro porque é fácil, e depois pelo mesmo motivo que se compram carros usados em vez de novos, ou se usam fatos de treino “Like” em vez de Nike, só para citar três. Em poucas palavras é a falta de poder de compra que leva as pessoas a optar. Basta ver o número de desempregados, para perceber que a crise está instalada, pelo que não é de admirar que esse mercado esteja em recessão.
E o que fazem estas empresas, para equilibrar o negócio? Baixam preços? Arranjam alternativas para atrair compradores? Não, credo! Abrem processos contra 28 supostos “piratas”, pedem indemnizações por perdas e danos e atiram com a “Judite” para cima dos “infiéis”, como quem manda com um vazo à cabeça do vizinho barulhento.
É curioso sabermos que o custo de fabrico de um CD vai de 0,50 € a 1,50 €, que depois são vendidos a rondar os 18/20 €. É também curioso sabermos que os autores (letra ou música) levam cerca 10% e os intérpretes de
O que eu vejo, é que as editoras pararam no tempo e deixaram-se ultrapassar pela tecnologia, em vez de evoluírem e fazerem uso dela de forma a tornar os preços mais atraentes. Quer queiram quer não, a partilha vai continuar até porque é assim que muitas bandas chegam ao conhecimento público, depois de muitas vezes terem sido rejeitadas pelas tais editoras que agora saem em defesa da música nacional. É sabido que é nos concertos ao vivo que muitas bandas sobrevivem e não com o dinheiro da venda de discos.
Está visto que a partilha na Internet está a começar a pôr em causa o monopólio das editoras, que começam a ver fugir a galinha dos ovos de ouro. Por esta e por outras, meus caros, utilizem melhor as vossas energias e dinheiro para encontrarem a melhor forma de tirarem partido da pirataria, em vez de mostrarem incapacidade de adaptação aos novos tempos. Ponham os olhos no amigo Bill Gates, que se não fosse a pirataria já tinha visto o Linux (e outros programas legais, grátis) estragar-lhe o sorriso. O que vos falta é concorrência para vos despertar.
Mas não perdem pela demora: com a evolução da técnica e do software, já há quem faça os seus próprios discos assim como a promoção e distribuição, a preços justos, pelo que é tudo uma questão de tempo.
Para terminar: se tiverem muito dinheiro para gastar, comprem CD’s e DVD’s nas lojas, caso contrário, “saquem” da Internet. Nunca comprem nas feiras, porque ao fazê-lo, apenas estão a encher o bolso a um qualquer parasita e ainda se arriscam a chegar a casa e o CD/DVD estar “impróprio para consumo”.




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