Nos últimos dias, não se tem falado de outra coisa: o governo Sócrates, vai fechar (em alguns casos, já fechou) umas quantas maternidades pelo país fora, sendo propostas alternativas a várias dezenas de quilómetros. Tudo isto por razões de segurança, diz o Ministro da Saúde, ou por razões economicistas, dizem os que se opõem. Uma das maternidades encerradas foi a de Elvas, sendo uma das alternativas, a de Badajoz do outro lado da fronteira, em Espanha.
Alheia à polémica, a primeira criança que decide nascer em Espanha (por vontade da mãe, é claro), vem dar origem a outra questão pertinente: a data e hora do nascimento, uma vez que existe desfasamento de 60 minutos, na hora legal dos dois países. Quis o destino que a criança nascesse às 23:45h, hora portuguesa, 00:45h, hora espanhola.
Assim sendo, qual a hora e já agora a data de nascimento que deve constar nos documentos? Haverá alguma convenção que regule estas situações? Pois se não há eu proponho desde já a solução mais fácil: nasceu em Espanha, é espanhola. Ponto final!
Pode ser que a segurança social espanhola, “adopte” esta criança, poupando assim mais uns euros ao nosso governo, que certamente já se lembrou desta solução, mas não a divulgou com receio de a ver aprovada por unanimidade e aclamação.
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