sexta-feira, setembro 19, 2008

Como foi que disse?


A notícia é de hoje, fresquinha portanto! A Autoridade da Concorrência (o que quer que isso possa ser), decidiu acusar de cartelização (que é como quem diz, combinam os preços ente si para que as diferenças sejam poucas ou nenhumas) várias empresas que fornecem refeições em escolas e hospitais.

Fazendo aqui o papel de advogado do diabo, pergunto: não comprarão todos eles ao mesmo preço os bens que utilizam na confecção das refeições? Se assim é, lógico será que estas tenham um preço final muito semelhante. Onde está a cartelização?

Mais, em abono da minha teoria dou dois exemplos recentes e sobretudo muito transparentes: o preço dos combustíveis e das chamadas das operadoras móveis. Ficou provadíssimo (dizem eles) que não havia concertação. As oscilações de preços são meramente aleatórias ou em função do mercado e se muitas vezes são coincidentes ao cêntimo isso é pura coincidência, portanto…

Portanto, uma ova! Ou será que agora também temos coincidências de 1ª e coincidências de 2ª?

Se nos combustíveis e chamadas móveis nos podem ir à carteira, porque razão não pode o Estado ser enganado nos refeitórios das escolas e hospitais e depois vir-nos à carteira cobrar mais impostos?

Mas afinal que raio de democracia é esta? Ou há justiça ou comem todos!