domingo, junho 22, 2008
quarta-feira, junho 18, 2008
Sou Marciano

Os tempos são de crise, não para todos (vejam-se os lucros anunciados pelos bancos, operadoras de telemóveis e telefone fixo, a “nossa querida” Galp, etc.) , como de costume.
Lamentavelmente, isto não está para brincadeiras, basta ver que o “grupo dos mexilhões” tem cada vez mais integrantes, que aderem diariamente a uma cadência muito superior à dos sócios, à nossa selecção de futebol.
Quando eu pensava que já não podia piorar, isto piorou mesmo! Com o país de tanga, com algumas empresas sérias a fecharem portas por falta de liquidez, as pessoas a apertarem o cinto, quase esganadas, assistimos a isto:
- O preço do barril de petróleo sobe (ainda tenho as minhas dúvidas, por causa da diferença de câmbio entre o Euro e o Dólar) e o preço do gasóleo aumenta três cêntimos. O petróleo baixa e o gasóleo baixa meio cêntimo!
- Os bancos, paulatinamente, começam a cobrar despesas de manutenção. Porquê? Porque somos pobres e temos pouco dinheiro. Vai daí, eles dão uma ajudinha e cobram mais qualquer coisa.
- A EDP prepara-se (?) para dividir por todos os consumidores (os mexilhões de sempre, que não podem ficar a dever um cêntimo) os calotes que têm em carteira.
- As operadoras de telemóvel tencionam passar a cobrar as chamas internas conforme cobram o roaming, isto é, paga quem inicia a chamada e quem a recebe. Dizem eles que é como na América.
P.Q. P. !!! Mas afinal que raio de país é este?
Eu só posso ser Marciano, de Marte, portanto!
quarta-feira, junho 11, 2008
Simplex I
Em Junho de 2007 comecei uma cruzada tendo como objectivo encontrar um amigo de infância cujo rasto havia perdido há cerca de quinze anos.
Esgotados os meios tradicionais conhecidos, foi a vez de pedir ajuda ao STAPE, que simplificando é a entidade que controla os cadernos eleitorais.
Em quatro dias úteis responderam-me informando que o meu pedido carecia de autorização da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), pelo que lhes encaminharam o meu pedido e simpaticamente disso me deram conhecimento. Em quatro dias úteis!
O tempo passou e eis que em Junho de 2008 (exactamente um ano depois) recebo, da CNPD, a resposta ao pedido de autorização para conhecer a morada do meu amigo e que obviamente foi recusado.
- Primeira – Nestas coisas ( e noutras também) a resposta tarda mas não falha;
- Segunda – Nem todos os serviços do Estado são lentos (o STAPE respondeu-me em quatro dias. Bem hajam).
















