domingo, abril 27, 2008

Ninguém escapa


A junta de freguesia da Ericeira está a usar óleos reciclados para a produção de biodisel, que depois usa para abastecer carros do lixo, mas foi multada em sete mil euros pelo Estado por não estar a usar combustíveis fósseis.

In TSF online (27.Abr.08)

Segundo fonte geralmente bem informada, “os próximos a comer pela medida grossa serão os engraçadinhos que têm a mania de aproveitar as descidas para pôr a viatura em ponto-morto ou mesmo desligá-la. Seremos implacáveis porque isso é uma forma de lesar o Estado, pois ao pouparem no combustível não pagam impostos e isso é grave… muito grave”. (sic)

Bem feito!

sexta-feira, abril 25, 2008

Curiosos, estes tempos modernos…


Ao contrário de outrora, hoje é mau sinal ter dez ou mais anos de casa e como tal são já raros os que se podem gabar desse feito.
Com todas as alterações às leis laborais (as efectivas e as propostas), que facilitam os despedimentos, visam a breve prazo acabar com o vínculo/compromisso do trabalhador para com a empresa e vice-versa, transformando-o num “mercenário 1.

Será isso bom para as empresas/patrões?

Para empresários de vistas curtas, isso é óptimo: podem mandar para casa sem explicações, aquele(s) que contrataram na semana anterior, “só porque sim”!

No imediato parece ser um bom negócio mas se o empregado passa a ser apenas um número (nem o nome precisam saber), o inverso também é verdade pelo que terão que ser os próprios a zelar pelos seus interesses em vez de esperarem que outros (bem pagos ou não) o façam, e isso vai dar-lhes “muito trabalho e preocupações”.

Será isso bom para os empregados?

No imediato, e aparentemente, não será, mas já que têm que se adaptar a tanta coisa, é mais uma. A falta de estabilidade acaba com o compromisso e a obrigação, mesmo que apenas moral. Dar-lhes-á liberdade para escolher em função das suas preferências e objectivos, vendendo o mais caro possível a única coisa que possuem: a sua capacidade de trabalho. Transformar-se-ão assim nos tais “mercenários” que procurarão o proveito próprio sem olhar a meios, sem escrúpulos, sem moral, sem vergonha, sem sentimentos… verdadeiras máquinas de fazer dinheiro apenas comparáveis com aqueles que os contratarem. Não há que ter remorsos: como dizem os primeiros, são as leis do mercado!

Será isso bom para o país?

É evidente que não! Sem estabilidade o “futuro é agora”. Planos a médio/longo prazo, nem pensar e com isso teremos também o futuro e a economia do país hipotecados. A construção civil será certamente afectada (ainda mais), pois ninguém comprará casa nestas condições e os que arriscaram comprar, já começam a sentir o resultado desse atrevimento.

Mas isso que importa? Quem vier depois, que feche a porta!

Tempos modernos, estes, em que alguns estão cada vez mais ricos e os outros já não chegam a ser remediados.

1 Que age ou trabalha apenas por interesse financeiro, por dinheiro ou algo que represente vantagens materiais; interesseiro (in Houaiss - Dicionário electrónico da língua portuguesa)

Outrora

Tempos houve em que as empresas e seus patrões, sem deixarem de perseguir o objectivo do lucro, faziam por cativar os empregados oferecendo creche para os filhos, refeitório, grupo desportivo com despesas pagas, festas de Natal com prendas para as crianças e outras benesses.
Na medida das suas possibilidades, o patrão procurava ter um amigo em cada colaborador, recompensando-o pela lealdade e entrega.

Não eram tempos fáceis, não senhor, mas havia respeito por aqueles que contribuíam para a riqueza e solidez das empresas. Quase sem querer, “vestia-se a camisola”, e a cumplicidade quase familiar levava a que não se mudasse de emprego “apenas” por mais alguns “contos de réis”.
Muitas vezes, em cima da hora de saída, devido a uma situação inesperada, era necessário “fazer horas”, sem pré-aviso, sem nada e quase nunca havia coragem para dizer “não”.
Não raras vezes eram os próprios patrões ou os filhos destes que saltavam para a linha da frente, a dar o exemplo.
Essas horas extra, eram muitas vezes pagas na hora, em dinheiro vivo, em contas feitas de cabeça, a contento das partes, depois de umas sandochas e umas cervejolas (ou um catraio de cinco litros, para os mais tradicionalistas), porque quem não é para comer não é para trabalhar.
Era o tempo em que o patrão sabia o nome próprio de mais de uma centena de empregados. Era o tempo em que cada um (patrão e empregado) sabia claramente qual a sua tarefa ou missão. Era o tempo do trabalho em equipa, do remar para o mesmo lado, do orgulho de ter dez, quinze ou vinte anos de casa e em alguns casos ostentá-lo na lapela do casaco na forma de um pin de prata ou ouro, oferecido pela empresa.

Era o tempo em que alguns eram ricos e os outros remediados.1

1 Como dizia alguém que conheço: não necessito ser rico; só quero, se precisar comprar alguma coisa, levar a mão ao bolso e ter lá dinheiro para poder pagá-la.

domingo, abril 20, 2008

Sem tranquilidade :(


Pior que isto, só mesmo ser lampião!!!

sexta-feira, abril 18, 2008

Francesinhas


Se em Roma sê romano, no Porto “sê um homem do Nuorte, carago!”

Para começar, gastronomicamente falando, deve começar-se por comer uma francesinha, de preferência no Porto, cidade.

A francesinha não é mais do que uma sandes, na qual é normalmente utilizado pão de forma e cujos ingredientes variam em função da necessidade de quem a serve, marcar a diferença: fiambre, salsichas (frescas ou não), mortadela, paio, chourição, linguiça, bife de vaca, lombo assado, camarão, ovo … coberta com queijo, com ou sem batata frita, regada com molho, picante ou não (o tal segredo que cada um chama seu) e que depois passa pelo forno (ou será micro-ondas) para gratinar que é como quem diz, derreter o queijo.

Perfeita, perfeita, perfeita…não há. Ao contrário da publicidade à cerveja de Leça do Balio (Super Bock, obviamente), não há uma francesinha perfeita.

Pelo sim, pelo não, o melhor será consultar o cardápio ou questionar o empregado quanto à composição, não vá algum dos ingredientes colidir com o gosto do proponente comedor.

Para quem estiver interessado em experimentar in loco, deixo aqui três sugestões testadas e aprovadas:

A. Cunha – próximo da igreja de Ramalde, a dois passos do estádio do Bessa;

Capa Negra II – Rua do Campo Alegre, 191;

Cervejaria Galiza – Rua do Campo Alegre, 55.

Bom apetite!

quarta-feira, abril 16, 2008

Com tranquilidade !

domingo, abril 06, 2008

Fair play


Apesar dos pesares, já contam com mais um campeonato ganho :-(, merecido, diga-se em abono da verdade. O FCP fez um bocadinho por isso e os outros nada fizeram para contrariar.

Há muitos anos tivemos a experiência do partido único (agora vivemos em democracia, não é?) e por este andar vamos ter um campeonato de “clube único”. A ver vamos como será!

Demora muito?


Portugueses transferem negócios para Espanha
O sector da restauração e bebidas está a ressentir-se cada vez mais da desigualdade fiscal com Espanha. A diferença ao nível das taxas de IVA cobradas de um e outro lado da fronteira estão a estrangular o negócio.
in www.agenciafinanceira.iol.pt
Apetece-me perguntar: então e os outros? Os clientes, por exemplo?
Quando começa a ponte aérea?