Ninguém escapa
Bem feito!

Será isso bom para as empresas/patrões?
Para empresários de vistas curtas, isso é óptimo: podem mandar para casa sem explicações, aquele(s) que contrataram na semana anterior, “só porque sim”!
No imediato parece ser um bom negócio mas se o empregado passa a ser apenas um número (nem o nome precisam saber), o inverso também é verdade pelo que terão que ser os próprios a zelar pelos seus interesses em vez de esperarem que outros (bem pagos ou não) o façam, e isso vai dar-lhes “muito trabalho e preocupações”.
Será isso bom para os empregados?
No imediato, e aparentemente, não será, mas já que têm que se adaptar a tanta coisa, é mais uma. A falta de estabilidade acaba com o compromisso e a obrigação, mesmo que apenas moral. Dar-lhes-á liberdade para escolher em função das suas preferências e objectivos, vendendo o mais caro possível a única coisa que possuem: a sua capacidade de trabalho. Transformar-se-ão assim nos tais “mercenários” que procurarão o proveito próprio sem olhar a meios, sem escrúpulos, sem moral, sem vergonha, sem sentimentos… verdadeiras máquinas de fazer dinheiro apenas comparáveis com aqueles que os contratarem. Não há que ter remorsos: como dizem os primeiros, são as leis do mercado!
É evidente que não! Sem estabilidade o “futuro é agora”. Planos a médio/longo prazo, nem pensar e com isso teremos também o futuro e a economia do país hipotecados. A construção civil será certamente afectada (ainda mais), pois ninguém comprará casa nestas condições e os que arriscaram comprar, já começam a sentir o resultado desse atrevimento.
Mas isso que importa? Quem vier depois, que feche a porta!
Tempos modernos, estes, em que alguns estão cada vez mais ricos e os outros já não chegam a ser remediados.
1 Que age ou trabalha apenas por interesse financeiro, por dinheiro ou algo que represente vantagens materiais; interesseiro (in Houaiss - Dicionário electrónico da língua portuguesa)
Tempos houve em que as empresas e seus patrões, sem deixarem de perseguir o objectivo do lucro, faziam por cativar os empregados oferecendo creche para os filhos, refeitório, grupo desportivo com despesas pagas, festas de Natal com prendas para as crianças e outras benesses.1 Como dizia alguém que conheço: não necessito ser rico; só quero, se precisar comprar alguma coisa, levar a mão ao bolso e ter lá dinheiro para poder pagá-la.

Se em Roma sê romano, no Porto “sê um homem do Nuorte, carago!”
Para começar, gastronomicamente falando, deve começar-se por comer uma francesinha, de preferência no Porto, cidade.
A francesinha não é mais do que uma sandes, na qual é normalmente utilizado pão de forma e cujos ingredientes variam em função da necessidade de quem a serve, marcar a diferença: fiambre, salsichas (frescas ou não), mortadela, paio, chourição, linguiça, bife de vaca, lombo assado, camarão, ovo … coberta com queijo, com ou sem batata frita, regada com molho, picante ou não (o tal segredo que cada um chama seu) e que depois passa pelo forno (ou será micro-ondas) para gratinar que é como quem diz, derreter o queijo.
Perfeita, perfeita, perfeita…não há. Ao contrário da publicidade à cerveja de Leça do Balio (Super Bock, obviamente), não há uma francesinha perfeita.
Pelo sim, pelo não, o melhor será consultar o cardápio ou questionar o empregado quanto à composição, não vá algum dos ingredientes colidir com o gosto do proponente comedor.
Para quem estiver interessado em experimentar in loco, deixo aqui três sugestões testadas e aprovadas:
A. Cunha – próximo da igreja de Ramalde, a dois passos do estádio do Bessa;
Capa Negra II – Rua do Campo Alegre, 191;
Cervejaria Galiza – Rua do Campo Alegre, 55.
Bom apetite!

Há muitos anos tivemos a experiência do partido único (agora vivemos em democracia, não é?) e por este andar vamos ter um campeonato de “clube único”. A ver vamos como será!
