domingo, abril 30, 2006

Descrença

Jesus Cristo, certo dia, resolveu voltar à Terra para fazer o bem. Procurou então, o melhor lugar para descer. Optou pelo Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde viu um médico a trabalhar há muitas horas e a morrer de cansaço(!?). Para não atrair as atenções, decidiu vestir-se de médico. Jesus Cristo chegou de bata, e passou pela fila de pacientes no corredor, até atingir o gabinete do médico. Os pacientes viram e comentaram:
- Olha, vai mudar o turno...
Jesus Cristo entrou na sala e disse ao médico que podia sair, dado que ele mesmo iria assegurar o serviço. Dito isto, decidido, gritou:
- PRÓÓÓÓÓÓXIMO!
Entrou no gabinete um homem paraplégico, numa cadeira de rodas. Jesus Cristo levantou-se, olhou bem para o homem, e com a palma da mão direita sobre a sua cabeça, disse:
- LEVANTA-TE E ANDA!
O homem levantou-se, andou e saiu do gabinete empurrando a cadeira de rodas. Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou-lhe:
- Então, que tal é o médico novo?
Ele respondeu:
- Oh, é igualzinho aos outros... nem me auscultou... !!!

É duro!

O dono de um talho foi surpreendido pela entrada de um cão na loja. Ele enxotou-o, mas o cão voltou logo de seguida. Novamente ele tentou espantá-lo mas reparou que o cão trazia um bilhete na boca. Pegou no bilhete e leu:

-Pode mandar-me 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?

O cão trazia também dinheiro na boca, uma nota de 50 euros. Ele pegou no dinheiro, pôs as salsichas e a perna de carneiro num saco e colocou-o na boca do cão. O talhante ficou realmente impressionado e como já estava na hora, decidiu fechar a loja e seguir o cão. Este começou a descer a rua e quando chegou ao cruzamento depositou o saco no chão, pulou e carregou no botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca que o sinal fechasse e pudesse atravessar. Atravessou a rua e caminhou até uma paragem de autocarro, sempre com o talhante a segui-lo. Na paragem, o cão olhou para o painel dos horários e sentou-se, esperando o autocarro. Quando um autocarro chegou, o cão foi até à frente para se certificar do número e voltou para o seu lugar. Outro autocarro chegou e ele tornou a olhar, viu que aquele era o número certo e entrou. O talhante, boquiaberto, seguiu o cão. Mais adiante o cão levantou-se, ficou em pé nas duas patas traseiras e carregou no botão para mandar parar o autocarro, tudo isso com as compras ainda na boca. O talhante e o cão foram caminhando pela rua quando o cão parou à porta de uma casa e pôs as compras no passeio. Então virou-se um pouco, correu e atirou-se contra a porta. Tornou a fazer o mesmo mas ninguém respondeu. Contornou a casa, pulou um muro baixo, foi até à janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Caminhou de volta para a porta e, de repente, um tipo enorme abriu a porta e começou a espancar o bicho. O talhante correu até ao homem e impediu-o dizendo:

-Deus do céu homem, o que é que você está a fazer? O seu cão é um génio!
O homem respondeu:
-Um génio??? Esta já é a segunda vez esta semana, que este cão estúpido se esquece da chave!.

Moral da história:

Podes continuar a exceder as expectativas mas, aos olhos daqueles que te avaliam, isso estará sempre abaixo do esperado...

quinta-feira, abril 27, 2006

Ah pois é !


O ratinho estava na toca, encurralado pelo gato que, do lado de fora, miava:
- MIAU, MIAU, MIAU.
O tempo passava e ele ouvia:
- MIAU, MIAU, MIAU.
Depois de várias horas e já com muita fome o rato ouviu:
- AU! AU! AU!
Então deduziu: Se há cão lá fora, o gato foi embora.
Saiu disparado, em busca de comida.
Ainda não tinha saído completamente da toca e o gato NHAC!
Inconformado, já na boca do gato perguntou:
- Porra gato! Que merda é esta?
E o gato respondeu:
- Meu filho, neste mundo globalizado de hoje, quem não fala pelo menos dois idiomas morre à fome!

domingo, abril 23, 2006

Concorrência ... desleal

Na prisão, um preso vira-se para o outro, e pergunta:
- Por que é que estás aqui?
– Concorrência comercial.
- Como assim?
– O governo e eu fabricamos notas iguais.

sexta-feira, abril 21, 2006

Acreditem, que é verdade

Este blog é visto semanalmente por milhares de pessoas. Bom, se calhar são centenas de pessoas. Está bem, pronto... é visto só por duas pessoas. Uma sou eu, como não podia deixar de ser, a outra é a minha amiga Selene que teve a gentileza de me presentear com uma medalha de ouro, pelo facto de eu ser o leitor mais assíduo deste blog :). Como é habitual nestas ocasiões, expresso aqui os meus sinceros agradecimentos, dizendo que esta medalha deve ser dividida pelos dois: afinal, somos os únicos leitores resistentes :).

Verde é esperança

sexta-feira, abril 14, 2006

Pirataria

Está na ordem do dia, falar de downloads de músicas e filmes, que segundo alguns senhores, são ilegais e como tal têm que ser sancionados, de preferência com coimas pesadas para servirem de exemplo para outros que pratiquem a referida actividade, vulgarmente chamada “pirataria”. Tudo isto porque de acordo com afirmações já proferidas por esses mesmos senhores, os “piratas” são responsáveis pela desgraça das editoras, que tiveram quebras de vendas (e de lucros, penso eu), que rondaram os 40%. Será que acreditam que uma vez privados da música partilhada, esses consumidores iriam a correr comprar às lojas? É claro que não, mas dá-lhes jeito para as contas. Deve tornar o número mais redondo!
Como não sou jurista, não vou sequer tentar abordar a questão do ponto de vista legal, até porque mesmo esses terão algumas dúvidas. Também não opino sobre algumas versões do tipo, “está na net, é tudo nosso”, pois também aqui há muitas dúvidas. O que eu não tenho dúvida nenhuma é que a pirataria é um assunto recorrente, muitas vezes usada como o “papão”, que come as poucas migalhas que resultam do investimento em sangue, suor e lágrimas (assim mesmo) de uns esforçados operários da cultura e do saber e que assim ficam privados de dar de comer às suas famílias e prosseguir a sua cruzada pela aculturação dos incultos. Uns autênticos profetas da desgraça, é o que eles são!
Afinal, porque é que a pirataria é tão usada, nomeadamente em música, vídeo e software? Primeiro porque é fácil, e depois pelo mesmo motivo que se compram carros usados em vez de novos, ou se usam fatos de treino “Like” em vez de Nike, só para citar três. Em poucas palavras é a falta de poder de compra que leva as pessoas a optar. Basta ver o número de desempregados, para perceber que a crise está instalada, pelo que não é de admirar que esse mercado esteja em recessão.
E o que fazem estas empresas, para equilibrar o negócio? Baixam preços? Arranjam alternativas para atrair compradores? Não, credo! Abrem processos contra 28 supostos “piratas”, pedem indemnizações por perdas e danos e atiram com a “Judite” para cima dos “infiéis”, como quem manda com um vazo à cabeça do vizinho barulhento. Assim vão longe!
É curioso sabermos que o custo de fabrico de um CD vai de 0,50 € a 1,50 €, que depois são vendidos a rondar os 18/20 €. É também curioso sabermos que os autores (letra ou música) levam cerca 10% e os intérpretes de 4 a 32%, do preço de revenda do disco. Sim, que isto de “prensar” discos e fazer promoção, é obra difícil, daí a maior fatia do bolo. Eles lá sabem.
O que eu vejo, é que as editoras pararam no tempo e deixaram-se ultrapassar pela tecnologia, em vez de evoluírem e fazerem uso dela de forma a tornar os preços mais atraentes. Quer queiram quer não, a partilha vai continuar até porque é assim que muitas bandas chegam ao conhecimento público, depois de muitas vezes terem sido rejeitadas pelas tais editoras que agora saem em defesa da música nacional. É sabido que é nos concertos ao vivo que muitas bandas sobrevivem e não com o dinheiro da venda de discos.
Está visto que a partilha na Internet está a começar a pôr em causa o monopólio das editoras, que começam a ver fugir a galinha dos ovos de ouro. Por esta e por outras, meus caros, utilizem melhor as vossas energias e dinheiro para encontrarem a melhor forma de tirarem partido da pirataria, em vez de mostrarem incapacidade de adaptação aos novos tempos. Ponham os olhos no amigo Bill Gates, que se não fosse a pirataria já tinha visto o Linux (e outros programas legais, grátis) estragar-lhe o sorriso. O que vos falta é concorrência para vos despertar.
Mas não perdem pela demora: com a evolução da técnica e do software, já há quem faça os seus próprios discos assim como a promoção e distribuição, a preços justos, pelo que é tudo uma questão de tempo.
Para terminar: se tiverem muito dinheiro para gastar, comprem CD’s e DVD’s nas lojas, caso contrário, “saquem” da Internet. Nunca comprem nas feiras, porque ao fazê-lo, apenas estão a encher o bolso a um qualquer parasita e ainda se arriscam a chegar a casa e o CD/DVD estar “impróprio para consumo”.

quinta-feira, abril 06, 2006

Viva o Benfica?

Ontem éramos todos do Benfica*, certo?

ERRADO! Porque carga de água havia de torcer por um clube que não o meu? Porquê querer o bem para um clube que é rival do meu? Faz algum sentido que eu queira que um concorrente possa ter êxito europeu, que se traduz em prestígio e receita que o colocará numa posição superior à do clube da minha simpatia?
Somos portugueses e devemos apoiar as equipas portuguesas, bla, bla, bla! Mas afinal a Liga dos Campeões (ou outra que não seja nacional) é uma competição de clubes ou de países? Se os êxitos do clube beneficiam o país ou outras equipas nacionais, isso é uma consequência e não um objectivo em si, portanto, “cada um com a sua, e nada de misturas”.

De forma diferente, apoiarei qualquer jogador de equipas adversárias, quando este envergar a camisola da Selecção Nacional, pelas razões opostas às que já referi.


* - Refiro-me ao Benfica, por causa da “febre” gerada, mas isto é válido para qualquer clube que não seja aquele com o qual simpatizo.